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A gente opera no limite do caos, diz fundador da Netflix

Referência no setor de entretenimento, empresa diz que jeitinho brasileiro de se relacionar foi incorporado à cultura criada nos Estados Unidos

Imagine uma empresa onde ninguém sabe a hora que você entra, não confere despesas de viagem e nem seus dias de férias. Além disso, você é encorajado a fazer gastos relacionados a trabalho - sem limite nem necessidade de pedir a assinatura de um diretor. Parece utópico? Pois esses são elementos do modelo que a Netflix, referência em serviços de streaming, vem adotando há 20 anos. "A gente opera no limite do caos", definiu Reed Hastings, fundador e copresidente da empresa, em entrevista ao Estadão.

Porém, o executivo, que está lançando um livro sobre a "experiência Netflix" - A Regra é não ter Regras, que sai no Brasil pela Intrínseca -, explica que entrar (e permanecer) nesse "clube" é mais difícil do que parece. Junto com a liberdade de tomar decisões e até de chamar a atenção do chefe, vem também um sistema de avaliação constante, que separa os funcionários "excepcionais" dos "adequados". Para esses últimos, o destino não é treinamento ou aconselhamento - e sim demissão.

Na trajetória de empresa em apuros - que tentava vender a operação de envio de DVDs pelo correio à então poderosa Blockbuster para pagar US$ 50 milhões em dívida - a negócio multibilionário, Hastings disse ao Estadão que a cultura foi o que "segurou as pontas" do negócio. "É por causa da nossa cultura que nós fomos tão bem-sucedidos", disse. "O foco na liberdade de decisão e na criatividade continua muito similar ao que era no início."

Algumas mudanças, porém, foram incorporadas ao longo do tempo, entre elas um certo "tempero" do jeito brasileiro de se relacionar. Que ele garante: pode ser benéfico para a Netflix no longo prazo.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Antes de o sr. fundar a Netflix, houve vários projetos anteriores de empresas. Como isso teve origem?
Quando estava na universidade, comecei a me interessar em construir coisas - e a maioria delas não funcionou. Um exemplo: fiquei muito entusiasmado com a ideia de um mouse de computador que você mexeria com o seu pé. E o que acontece é que, depois de uns 45 minutos, você vai ter cãibra na perna. E o chão é muito sujo. Então tive de deixar essa ideia para trás. Muitas ideias que eu tinha não eram muito boas - mas não é algo que você consegue entender logo no começo. Mas sempre tive essa disposição de tentar ideias e ver se elas funcionavam.

O sr. menciona no livro alguns fracassos do início da Netflix - como demissão de 30% dos funcionários, quando o negócio ainda era pequeno. Aprende-se com os fracassos?
Sim, o livro é sobre sucessos e fracassos - e todos os nossos principais sucessos vieram dos aprendizados de como lidar com o nosso time. É onde realmente começou a Netflix. Então, tentamos algumas coisas que não foram bem - e dessa forma, sim, aprendemos com algumas situações desafiadoras, como aquele corte de funcionários.

A Netflix aplica o Keepers Test, que é um teste contínuo de avaliação que permite o desligamento do funcionário a qualquer momento. Ele pode servir de mapa para outras empresas?
Dizer que isso é um mapa para as empresas seguirem é muito forte. Eu acho que cada empresa tem de ler o livro, entender os elementos que fazem ou não sentido. O que nós estamos tentando mostrar no livro é uma descrição honesta do que nós fazemos, porque nosso projeto é bem diferente. Mas cada um pode decidir o quanto pode ou consegue aplicar à sua realidade.

Qual foi o diferencial que permitiu a Netflix, de não perder o bonde da tecnologia, como na mudança do DVD físico para o streaming?
Nós acreditamos que a nossa cultura é o valor essencial do nosso sucesso em todas as nossas formas de negócio, começando com o envio de DVDs pelo correio e expandindo a partir daí (para o streaming). E é por causa da nossa cultura que nós fomos tão bem-sucedidos. A nossa cultura melhora com o tempo, mas acredito que o núcleo central das nossas crenças - o foco na liberdade de decisão e na criatividade - continua muito similar ao que era no início.

A Netflix separa os funcionários "excelentes" dos "adequados", que devem ser demitidos. Por que a empresa dá o que chama de "bônus generoso" a quem sai?
Porque eles tentaram com afinco, deram o melhor de si, e nós queremos ser bons e que eles tenham a chance de encontrar uma nova função em uma nova empresa. Mas para a gente está muito clara a diferença entre time e família - e foi assim desde o começo. Uma família é um grupo com o qual você pode sempre contar para o que der e vier. Se seu irmão é completamente disfuncional, ele vai continuar a pertencer à família. Mas o nosso conceito é de equipe. E um time precisa de performance, de excelência e de garantir que cada um tenha sua chance (para mostrar talento).

Em uma cultura de avaliação constante, ninguém está a salvo? O Keepers Test vale para todos?
Sim, vale para todos. Eu inclusive de vez em quando pergunto para os meus chefes (do conselho de administração): eu devo ser substituído? E vai chegar um momento em que a resposta vai ser sim. E tudo bem, porque a empresa tem de priorizar a produtividade, a honestidade (nas relações) e o aprendizado.

O Netflix não confere despesas ou dias de férias, mas admite que isso acaba saindo mais caro do que ter esse controle. Por que a empresa tomou esse caminho?
Em muitas empresas, o objetivo é que tudo seja limpo, eficientes, estéril. E isso pode funcionar para eles. Mas nós queremos ser férteis, bagunçados - a gente opera no limite do caos. E porque é esse motivo, porque operamos no limite, que a gente se permite ter grandes ideias e abraçar a criação de novos conceitos de negócio.

A Netflix é uma empresa americana que está se tornando cada vez mais global. Novas culturas estão influenciando a companhia?
Definitivamente, esse processo de nos tornarmos global está nos tornando melhores. De maneira geral, americanos não gostam de perder tempo ou bater papo - parece falso e também uma perda de tempo.

Os brasileiros, porém, gostam de conversar na hora do almoço, de falar de outras coisas - esportes, filhos etc. - e depois voltar ao trabalho. O que entendemos é que, nesse aspecto, o jeito brasileiro é melhor. No longo prazo, é mais eficaz, porque você forma relações com as pessoas. Então, ao redor do mundo, nós mudamos para reuniões mais abertas, em que as pessoas podem conversar mais, falar sobre a vida em geral. Isso nos tornou melhores.

Em seu livro, há momentos de dúvida e dívida. O que o sr. espera que empreendedores aprendam com seu livro?
Que ser empreendedor é também ser um extremo otimista. Você tem de estar disposto a pular de um avião sem paraquedas. E isso porque você vai ter certeza de que um pássaro vai voar na hora certa - e você vai conseguir pegá-lo. É um otimismo nada razoável - até porque a maioria de nós não tem êxito. E se você chegar a um momento desafiador ou cometer um erro, o único jeito é seguir em frente. É preciso admitir que, se você fizer coisas arriscadas, nem todas vão funcionar. E é ok que você tente e falhe.

(Fonte: Fernando Scheller) - 14/09/2020
Como o seu celular rastreia você e o que fazer para evitar isso

O fato de as empresas estarem coletando, armazenando e vendendo informações de localização de pessoas apresenta riscos

Conforme pesquisadores e jornalistas tentam entender como a pandemia do novo coronavírus está afetando o comportamento das pessoas, eles contam repetidamente com informações de localização de smartphones. Os dados permitem uma visão abrangente dos deslocamentos de milhões de pessoas, mas levanta questões problemáticas em relação a privacidade.

Em vários artigos, o The New York Times usou dados de localização fornecidos por uma empresa chamada Cuebiq, que analisa dados para anunciantes e profissionais de marketing. Esses dados vêm de usuários de smartphones que concordaram em compartilhar suas localizações com determinados aplicativos, como os que fornecem alertas meteorológicos ou informações quanto a postos de gasolina próximos. A Cuebiq ajuda os fabricantes de aplicativos a usar tecnologias como o GPS para determinar a localização dos telefones das pessoas e, por sua vez, alguns dos fabricantes de aplicativos fornecem dados à Cuebiq para análise.

Os dados obtidos pelo Times são anônimos e agregados, o que significa que os jornalistas veem estatísticas amplas compiladas por área geográfica - como a distância média percorrida por dia por dispositivos em um setor censitário. O Times não recebeu informações em relação a telefones individuais e não viu o trajeto que qualquer celular percorreu.

Cerca de 15 milhões de pessoas nos Estados Unidos usam aplicativos úteis diariamente e permitem que eles rastreiem sua localização regularmente. Os dados agregados fornecem uma amostra representativa da população, de acordo com trabalhos acadêmicos que estudaram os dados da Cuebiq em diferentes áreas metropolitanas.

Quais são os perigos desses dados?
Embora os dados excluam nomes, números de telefone e outras informações de identificação, mesmo informações de localização anônimas podem ser reveladoras. O Times noticiou a intromissão de tais dados, que podem mostrar detalhes íntimos como idas a consultórios médicos e passeios românticos com parceiros.

O fato de as empresas estarem coletando, armazenando e vendendo informações de localização de pessoas apresenta riscos. Hackers ou pessoas com acesso a dados de localização brutos podem identificar ou seguir uma pessoa sem consentimento, identificando, por exemplo, qual telefone costuma passar um tempo no endereço residencial dessa pessoa.

Diferentes empresas têm abordagens amplamente variadas para lidar com as informações, incluindo a exclusão de grandes partes delas por motivos de privacidade ou a venda de dados brutos sem proteção. Os dados de localização de indivíduos são usados para fins de marketing e análise de fundos de hedge e aplicação da lei. Não existe nenhuma lei federal nos Estados Unidos que limite o uso de informações de localização dessa forma, embora algumas tenham sido propostas. A Cuebiq disse que coleta e armazena dados brutos de localização, mas não os vende.

Quais são os benefícios desses dados?
Os dados de localização de smartphones são usados para fins diversos, mais frequentemente para publicidade direcionada. Por exemplo, as empresas podem exibir anúncios de tênis para pessoas que frequentam uma academia. Empresas como a Apple e o Google usam informações semelhantes para mapear e monitorar o tráfego ou para avisar às pessoas quando as lojas provavelmente estarão ocupadas.

Os fabricantes de aplicativos que vendem os dados dizem que isso lhes permite oferecer aos usuários seus serviços sem cobrar nada.

Durante a pandemia do novo coronavírus, as informações de localização mostraram onde as pessoas estavam seguindo as regras de distanciamento social e para onde elas saíam - permitindo a análise de potenciais pontos críticos. O Times usou esses dados para mostrar que as pessoas de áreas de baixa renda tinham menos probabilidade de permanecer em casa do que as pessoas de locais de alta renda e para demonstrar como o vírus pode ter saído de controle nos Estados Unidos.

Como posso saber se meus dados foram coletados?
Pode ser difícil para as pessoas controlar se e como seus dados estão sendo coletados. Tantos os dispositivos com sistema operacional Android como os iPhones exigem que os aplicativos solicitem aos usuários que habilitem os serviços de localização antes de coletar as informações, mas as explicações que as pessoas veem quando são solicitadas a dar permissão são frequentemente incompletas ou enganosas. Um aplicativo pode dizer aos usuários que conceder acesso à sua localização os ajudará a obter alertas meteorológicos, mas não menciona que os dados serão vendidos. Essa divulgação é frequentemente disfarçada em uma política de privacidade densamente redigida.

Mesmo com essas revelações, pode não estar claro para os usuários com que frequência as informações de alguém são coletadas e o que elas podem mostrar. Na Europa e na Califórnia, os usuários podem solicitar seus dados. Em outros lugares, as políticas variam de acordo com a empresa.

Você pode solicitar seus dados da Cuebiq ou pedir à empresa para excluir seus dados, independentemente de onde você mora. A Cuebiq vincula seus dados ao chamado ID de publicidade do seu telefone, que é usado por profissionais de marketing e outros para diferenciar os telefones entre si e enviará a você as informações associadas a esse ID. Para evitar que as pessoas obtenham dados nos IDs de outras pessoas, a empresa exige que você baixe um aplicativo que verifica o número e, em seguida, faz a solicitação. Você pode excluir o aplicativo sem afetar sua solicitação. O aplicativo está disponível tanto para o sistema Android como para o iOS.

Como evitar que coletem meus dados?
Se você quiser evitar que a Cuebiq colete seus dados, a maneira mais fácil é desabilitar o ID de publicidade em seu telefone. Se você desativá-lo, a Cuebiq, e outras empresas, não rastrearão mais o seu dispositivo.

A Cuebiq também fornece várias outras maneiras de cancelar o rastreamento de localização, você pode ter acesso a elas clicando em "Controle" na página de privacidade da empresa.

No entanto, a desativação do banco de dados da Cuebiq não impedirá que suas informações sejam coletadas por uma variedade de outras empresas que coletam e armazenam informações precisas de localização. Algumas oferecem opções semelhantes, mas nem todas, e é difícil acompanhar a miríade de empresas no setor de rastreamento de localização.

Se você deseja evitar que coletem seus dados de localização por completo, a melhor aposta é avaliar os aplicativos um por um em seu telefone para ver se eles estão coletando mais sobre você do que você gostaria. Impeça que todos os seus aplicativos, exceto os mais importantes, tenham acesso aos dados e permita que eles os obtenham apenas quando você estiver usando o aplicativo. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

8 dicas para trabalhar como Web Designer

Web Design é uma das profissões que mais cresceram nos últimos anos. Quem quer começar uma carreira na área precisa conhecer dicas para trabalhar como Web Designer. Confira!



Web Design é uma das áreas que mais cresceu nos últimos anos. Com cada vez mais pessoas conectadas, seja pelo computador ou pelo smartphone, os negócios entenderam a importância de oferecer uma plataforma agradável de navegar, valorizando o serviço do Web Designer. Quer entrar para o segmento? Conheça 8 dicas para trabalhar como Web Designer.

Saiba programação
Muita gente acredita que, enquanto Web Designer, precisará se preocupar somente com a parte visual do projeto de um site. Entretanto, essa área é multidisciplinar, o que significa que saber conceitos de outros segmentos é fundamental.

Um exemplo é o conhecimento em linguagens de programação. Saber sobre C+, Ruby, PHP e Java é essencial para um Web Designer, que além de aumentar suas capacidades, servirão para entender quais os desafios de estruturar determinado visual.

Conte com recursos para te ajudar no que você não é tão bom
Nenhum profissional é 100% excelente em todos os aspectos de seu trabalho. O segredo para ter sucesso é saber onde procurar recursos que possam te ajudar nos pontos em que você sente dificuldade.



Imagem: Pexels

Para muitos Web Designers, um pedido comum dos clientes é o desenvolvimento de logos, algo que nem todo profissional tem conhecimento. Nesse caso, conhecer boas ferramentas de criação de logotipo permite atender seu cliente, sem necessariamente ser especialista no assunto.

Atualize-se constantemente
A área do Web Design é uma das que mais se atualizam. Além das novas tecnologias em programação, existem as tendências de layout que evoluem com o passar dos anos. Não é à toa que, de tempos em tempos, as marcas se renovam completamente.

Essa atualização deve considerar ainda estudos sobre novidades que permitem uma navegabilidade melhor para os usuários, como a performance dos sites responsivos para os smartphones, algo extremamente importante quando consideramos que 85% dos brasileiros compram pelo celular.

Estude UX
UX é uma sigla que vem do inglês e significa Experiência do Usuário. São técnicas que buscam oferecer ao usuário de um site a melhor experiência possível, para aumentar a probabilidade de sua fidelização.

O UX é tão importante que já existem especialistas no assunto, principalmente em grandes corporações. Por mais que você não se especialize na área, saber alguns conceitos pode garantir que seu cliente tenha mais vendas e, consequentemente, queira fazer novos negócios com você.

Cuidado com Direitos Autorais
Ao construir um projeto de Web, é possível que você precise recorrer a imagens da internet para deixar o visual mais atrativo. Porém, como um bom Web Designer, é preciso evitar utilizar recursos com Direitos Autorais, algo que pode causar implicações legais.



Imagem: Pexels

Uma dica é acessar um banco de imagens para adquirir aquelas que serão aplicadas no projeto. Lembre-se de incluir esse custo no orçamento para que não onere do seu lucro.

Salve ideias inspiradoras
A criatividade é feita por uma soma de referências que absorvemos das mais diversas fontes. O Web Designer tem um trabalho diretamente ligado a criação, por isso deve estar sempre atento a novas inspirações.

Para esses momentos, uma pasta de ideias inspiradoras pode ser uma solução prática. Sites como Behance ou Pinterest costumam apresentar várias sugestões, que podem ser salvas e visualizadas posteriormente. Assim, quando você precisar de um reforço, é só abrir a pastinha.

Mas atenção: inspiração não é cópia! Com base em uma ideia você deve criar algo por conta própria.

Disponibilize seus trabalhos na internet
Para atrair mais clientes é preciso mostrar o que você tem feito, principalmente na Internet. Além das plataformas especializadas em Design Gráfico, você pode criar um blog ou montar um site para compartilhar o que você desenvolveu nos últimos tempos.

Vale ainda utilizar suas redes sociais e outras ferramentas online para divulgar seus serviços na internet. Assim, sempre que um potencial cliente surgir, você terá o que apresentar.

Organização com seus arquivos
Em um projeto, um Web Designer desenvolve uma série de arquivos que serão utilizados no site. Com tantos documentos diferentes, perder partes importantes é fácil para quem não leva a organização à sério.

É importante que você crie uma rotina de organização para seus arquivos, mantendo um backup sempre atualizado. Essa simples atitude pode servir para reaproveitar partes de um projeto ou fazer uma alteração quando preciso.

Quem opta por trabalhar como Web Designer tem uma rotina criativa todos os dias. Se você está pensando em se aventurar nessa carreira, lembre-se que a prática constante, muito estudo e todas as dicas apresentadas anteriormente podem levar seus projetos de Web Design para outros níveis.

Imagem: Freepik

(Fonte: ADnews ) - 03/09/2020
Ataque ao Twitter pode ter tido mentor de apenas 16 anos

Maior falha de segurança da rede social afetou nomes como Bill Gates e Barack Obama, mas foi conduzida por grupo de adolescentes, apontam as investigações

Quando as autoridades prenderam Graham Ivan Clark, que disseram ser o "mentor" do recente hack do Twitter que invadiu as contas de Kanye West, Bill Gates e outros, um detalhe que se destacou foi sua idade: ele tinha apenas 17 anos.
Agora, as autoridades localizaram outra pessoa que parece ter desempenhado um papel igualmente importante, talvez até mais significativo, no ataque de 15 de julho, de acordo com quatro pessoas envolvidas na investigação que não quiseram se identificar porque o inquérito ainda está em andamento. Elas disseram que a pessoa era pelo menos parcialmente responsável pelo planejamento da violação e pela execução de alguns de seus elementos mais delicados e complicados.

A idade dele? Apenas 16 anos, como mostram os registros públicos.

Na terça-feira, agentes federais apresentaram um mandado de busca ao adolescente e vasculharam a casa em Massachusetts onde ele mora com os pais, disse uma das pessoas envolvidas na operação. Um porta-voz do FBI confirmou que um mandado de busca foi executado no endereço.

O mandado de busca e outros documentos do caso estão sob sigilo e os agentes federais podem decidir não acusar o jovem de crime. Se ele for preso, o caso provavelmente será entregue às autoridades de Massachusetts, que têm mais poder do que os promotores federais na acusação de menores na condição de adultos. (O New York Times não está citando o nome do adolescente neste momento por causa de sua idade e porque ele não foi formalmente acusado).

Foram pouquíssimas as vezes em que agentes federais saíram com um mandado de busca contra alguém tão jovem em casos de invasões digitais, especialmente em casos com este nível de sofisticação. Durante o ataque, grande parte do Twitter - incluindo as comunicações sem filtro do presidente Donald Trump na plataforma - ficou praticamente paralisada. Os invasores tomaram o controle dos sistemas da rede social e puseram em risco as contas de Barack Obama, Joe Biden, Jeff Bezos e muitas outras pessoas proeminentes, expondo o quão vulnerável o Twitter pode ficar.

As autoridades já acusaram três outras pessoas pelo hack. Entre elas está Clark, a quem os promotores da Flórida acusaram de trinta crimes, no fim de julho. Acusado na condição de adulto, ele se declarou inocente e não precisou pagar fiança para sair da prisão. Os promotores federais também indiciaram duas outras pessoas que desempenharam papéis menores no hack: Mason John Sheppard, 19 anos, do Reino Unido, e Nima Fazeli, 22 anos, de Orlando, Flórida.

O Twitter não quis comentar o caso.

Ao que parece, o adolescente de Massachusetts se associou a Clark no planejamento do ataque ao Twitter em maio, de acordo com os investigadores. Enquanto Clark e alguns de seus cúmplices conversavam no fórum de mensagens Discord, o jovem se restringiu a usar sistemas de mensagens criptografadas, como o Signal e o Wire, disseram vários hackers que viram as mensagens.

"Ele era mais inteligente do que o resto", disse Joseph OConnor, hacker conhecido como PlugWalkJoe, a respeito do adolescente. OConnor disse que conversou com algumas das pessoas envolvidas no hack no dia do ataque ao Twitter e que sabia do papel do adolescente no esquema.

As comunicações criptografadas do jovem dificultaram a identificação por parte dos investigadores. Mas OConnor e outras pessoas na conversa online daquele dia disseram que ele fez chamadas de vídeo com amigos no dia do hack e lhes mostrou que estava dentro de certos sistemas do Twitter dos quais alguns cúmplices jamais chegaram perto.

O adolescente era conhecido por ligar para os funcionários das empresas, como o Twitter, segundo investigadores e outros hackers. Ele costumava se passar por um contratado ou empregado para persuadir os funcionários a inserir suas credenciais de login em sites fraudulentos, nos quais as credenciais podiam ser capturadas, um método conhecido como voice phishing ou vishing. As credenciais de login possibilitaram aos hackers acessar o funcionamento interno dos
sistemas das empresas.

Depois do hack do Twitter, o garoto se tornou o foco dos investigadores porque continuou envolvido em ataques de voice phishing, disseram as pessoas envolvidas na investigação.

"Usando as credenciais obtidas, os cibercriminosos minavam os bancos de dados da empresa vítima em busca de informações pessoais de seus clientes para promover outros ataques", disseram as autoridades federais em um alerta sobre o esquema publicado em agosto.

Quando tinha cerca de 13 anos, o garoto comprou uma série de sites com nomes pornográficos e tentou revendê-los, usando seu e-mail e endereço pessoal, de acordo com registros de domínio.

Na mesma época, contas de fóruns online vinculadas a seu e-mail e endereço de protocolo de internet apareceram no OGusers.com, site que era ponto de encontro de outras pessoas envolvidas no ataque ao Twitter, de acordo com duas empresas forenses online. O site oferece um local para os hackers comprarem e venderem os cobiçados nomes de usuário "original gangster" em sites de mídia social, como contas de uma única letra, como @a ou @6.

Tempos depois, ele se associou a Clark e os dois começaram a trabalhar juntos, disseram pessoas envolvidas na investigação. Seus primeiros trabalhos, os hackers disseram e os investigadores confirmaram, foram nos chamados SIM swaps, um método de hacking muito usado para roubar contas de mídia social e criptomoedas.

No fim do ano passado e no início deste ano, disseram hackers e investigadores, o adolescente fez parte de um grupo que entrou no GoDaddy, empresa que vende e protege nomes de sites. Os hackers conseguiram acessar e alterar os registros dos clientes. O GoDaddy confirmou o hack em uma carta aos clientes.

Em maio, o adolescente de Massachusetts e Clark começaram a enganar os funcionários do Twitter para que informassem seus logins, o que possibilitou o hack de 15 de julho. Sob o pseudônimo Kirk, os garotos começaram a vender para os clientes nomes de usuário valiosos no Twitter.

Nesse mesmo dia, pouco depois do meio-dia, horário da Califórnia, os outros cúmplices desistiram, disseram eles em entrevistas para o Times alguns dias depois. Clark e o adolescente de Massachusetts então assumiram contas proeminentes do Twitter - como as pertencentes a Obama e Elon Musk - e as usaram para divulgar um esquema de Bitcoin. Os investigadores disseram que o adolescente de Massachusetts estava conectado aos sistemas do Twitter e operou pelo menos algumas das alterações nessas contas e os tweets que saíram delas.

As pessoas que caíram no golpe enviaram aos adolescentes cerca de 12 bitcoins, no valor de mais ou menos US$ 140 mil. Esses recursos parecem ter sido divididos aproximadamente pela metade entre os dois responsáveis, de acordo com o órgão responsável pelas transações de Bitcoin. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

(Fonte: Nathaniel Popper) - 03/09/2020
WhatsApp não é recomendado para o home office, diz especialista

Aplicativo quebra barreira entre vida profissional e pessoal, além de dificultar gestão de informações

O WhatsApp sempre foi um canal para falar com amigos e família. Porém, com a pandemia e o trabalho remoto, mensagens corporativas passaram a disputar atenção no app. Para Amelia Caetano, consultora especializada em home office do Instituto Trabalho Portátil, entretanto, a plataforma de mensagens não é a melhor opção para a comunicação no home office.
"No WhatsApp, é difícil fazer gestão do conhecimento, as informações acabam se perdendo. Além disso, há o fato de o WhatsApp ser plataforma de uso pessoal, o que faz com que os dois universos acabem se misturando", disse ao Estadão. A consultora afirma que entre mensagem escrita e áudio, a segunda opção é menos eficiente. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O WhatsApp é recomendado para o home office?
Não. Como muitas empresas não tinham políticas de trabalho remoto antes da pandemia, várias delas tiveram que, da noite para o dia, entrar no mundo virtual durante a pandemia. O problema é que elas ainda carregam a mentalidade do mundo físico, o que resultou em algumas improvisações. As companhias acabaram por usar aquilo que tinham disponível e o que era de fácil acesso para os funcionários.

Dentro disso, o WhatsApp passou a ser umas das principais ferramentas de comunicação. Mas, com isso, as empresas estão perdendo em gestão.

Por que exatamente o WhatsApp não é eficiente?
Diferentemente de plataformas voltadas para o mundo corporativo, como o Slack, no WhatsApp é difícil fazer uma gestão do conhecimento, e as informações acabam se perdendo. Além disso, há o fato de o WhatsApp ser uma plataforma de uso pessoal. A pandemia tirou a barreira física que existia, entre a sua casa e o trabalho. Ficou tudo no mesmo ambiente. Usar o WhatsApp como ferramenta de trabalho dificulta ainda mais a virada dessa chave. Plataformas que são essencialmente corporativas podem dar a tranquilidade mental para o profissional poder separar os dois universos e descansar.

Muitas pessoas dizem que é só não olhar a mensagem do chefe fora do horário de trabalho, mas isso é muito difícil quando você está sempre acessando o celular.

E o áudio no WhatsApp, especificamente? Qual a sua opinião sobre ele?
O áudio é menos eficiente ainda que a mensagem escrita. Ao passar o áudio, você pode acreditar que está sendo mais ágil, mas, ao escrever, elaboramos melhor o pensamento. Além disso, o conteúdo de áudio é mais difícil de ser resgatado no histórico da plataforma, já que não entra no mecanismo de busca. Não é verdade que uma mensagem verbal é mais clara. Do ponto de vista profissional, o áudio não é indicado.

Enviar áudios no home office pode atrapalhar a produtividade?
Na mensagem escrita, você consegue ver se a mensagem é urgente, e assim pode se organizar para responder. No caso do áudio, você se sente obrigado a parar para ouvir, porque não consegue ter ideia sobre o tema. Às vezes, as pessoas escutam para saber o tema, descobrem que a mensagem pode esperar. Mais tarde voltam na conversa, escutam o áudio novamente para lembrar do que se trata e aí sim respondem. Esses processos atrapalham a produtividade.

Como as pessoas estão distantes, o áudio não poderia ajudá-las a se sentirem mais próximas durante o trabalho?
Grande parte das comunicações no trabalho já eram realizadas por e-mail ou chat antes da pandemia. Uma alternativa para esse contato mais humano, por exemplo, seria fazer reuniões usando câmera, para que as pessoas se olhem.

(Fonte: Giovanna Wolf - Estadão) - 25/08/2020
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Sobre o Portal da Florêncio de Abreu

O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.